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27 de abril de 2021 Sem categoria

Que tal lançar nosso olhar ao próximo?
Que tal fazer da sua consulta um ato de solidariedade?

O IBAP – Escola de Oftalmologia, com o apoio da CLINOP, está realizando a Campanha de Arrecadação de Doação de Alimentos ENXERGANDO A FOME

A cada consulta estaremos recebendo as doações, de preferência alimentos não perecíveis, mas você pode participar simplesmente visitando uma das unidades.

Os alimentos arrecadados serão doados para comunidades carentes de Niterói que serão divulgadas ao término da campanha, que vai até o dia 17 de maio.

Vem com a gente!
Compartilhe essa notícia!

Fixe seus olhos na corrente de solidariedade e amor ao próximo em nossa cidade. E desde já, muito obrigado.

LOCAIS DE DOAÇÃO

IBAP – Centro de Niterói
Av Amaral Peixoto, 36/2o andar

CLINOP – Centro de Niterói
Av. Amaral Peixoto, 36/3o andar

CLINOP – Icaraí
R. Gavião Peixoto, 124/6o andar

Somente até 17 de maio!


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13 de março de 2021 News

Lembrada no dia 12 de março, a doença atinge cerca de 2% da população brasileira, que na maioria das vezes, não sabe que possui o glaucoma.

O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma revelam que 2% da população apresentam a doença sem saber, o que já é considerado uma estimativa de risco na área oftalmológica. Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado se diagnosticado em etapa inicial.

“A característica principal da doença é a evolução lenta e constante. O que cada vez mais se recomenda é o controle, a observação do nervo óptico, do campo visual e a avaliação de história familiar”, alerta o oftalmologista Marco Canto, diretor da Clínica Canto.

Por essas razões é essencial fazer exames oculares regularmente. Algumas vezes o glaucoma pode ter sintomas como dor, fotofobia (sensibilidade à luz), diminuição visual rápida, pupilas que não reagem à luz, halos coloridos ao redor da luz, olho vermelho, lacrimejamento, dor de cabeça, náuseas e vômitos.

“Entretanto, esses sintomas podem ser indicativos de outras doenças, por isso é importante fazer a averiguação”, afirma Marco Canto.

O oftalmologista explica que o olho normalmente produz um líquido claro que é drenado através de pequenas aberturas microscópicas ao redor da íris (parte colorida do olho). Por várias razões, essas aberturas podem fechar e então a pressão aumenta dentro do olho.

“A elevada pressão intraocular pode danificar o nervo óptico (o que transmite impulsos nervosos do olho para o cérebro). Se o nervo óptico for danificado, a ponto de conseguirmos medir essa perda de visão, essa condição é chamada glaucoma”, explica o oftalmologista.

Cegueira

A perda de visão no glaucoma crônico simples (mais comumente encontrado) é progressiva, difícil de perceber, pois inicialmente ocorre um dano periférico da visão – que compromete as tarefas rotineiras como andar, comer e vestir-se. Quando essa perda ocorre de forma abrupta é chamada de glaucoma agudo – problema causado pela obstrução total da drenagem dos líquidos intraoculares de ângulo fechado, que pode ter mais de uma causa.

Qualquer perda da visão pelo glaucoma é permanente, por isso exames preventivos são fundamentais. Hoje, os oftalmologistas diagnosticam o glaucoma de várias maneiras.

“Nós medimos a pressão do olho e também examinamos o nervo óptico, além de realizarmos um exame de campo visual para medir a visão periférica do paciente”, detalha o oftalmologista.

O glaucoma diagnosticado precocemente pode ser controlado com o uso contínuo de medicamentos ou por meio de tratamento cirúrgico a laser ou cirurgia convencional. Entretanto, salienta Dr. Canto, mesmo após procedimentos cirúrgicos deve-se manter o uso de medicamentos.

“Os exames deverão continuar sendo periódicos para que o oftalmologista tenha certeza de que a doença está sob controle, a perda da visão poderá ocorrer mesmo com pressão ocular baixa, sendo necessário adequar o tratamento”, explica.

Fonte: Jornow


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16 de junho de 2020 News0

O hábito de coçar ou esfregar os olhos pode até parecer inofensivo, mas na verdade pode trazer muitos riscos à visão por levar ao surgimento de uma doença séria: o ceratocone. Trata-se de uma doença caracterizada pelo aumento da curvatura da córnea e se, não tratada corretamente, pode levar à queda da visão.


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15 de maio de 2020 News0
Não é nenhum segredo que a luz azul emitida por esses dispositivos pode causar dor de cabeça, cansaço visual e envelhecimento da retina.
Estamos sendo expostos à luz azul continuamente e a córnea, bem como, a lente do olho, não podem bloqueá-la. O problema é a degeneração ocular.
EFEITOS NOCIVOS DA ALTA EXPOSIÇÃO
O brilho contínuo da luz azul transforma moléculas vitais em uma versão tóxica capaz de deteriorar mais rápido o processo de envelhecimento natural dos olhos — e a idade avançada é uma das maiores razões pela cegueira em todo o mundo.⠀
Mas não é somente a degeneração macular que vem preocupando os especialistas.
Além de problemas psicológicos a que a vida constante em um ambiente virtual pode levar, já existe o que os médicos chamam de “Síndrome da Visão Computacional”. Isso acontece quando a luz dos dispositivos está tão intensa que chega a imitar a luz solar e confundir nossos hormônios, ao ponto de diminuir substancialmente a qualidade do sono e a conhecida troca do do dia pela noite.
PREVENÇÃO É SEMPRE A SOLUÇÃO
Em tempos de exposição exagerada devido ao maior tempo em casa e a necessidade, por lazer, trabalho ou estudo, de contato com dispositivos eletrônicos, todo cuidado é muito necessário para sua saúde ocular

A melatonina é responsável por regular nosso sono e quando mexemos no celular antes de dormir, ocorre um desequilíbrio na produção desse hormônio.

O resultado é que ficamos vidrados e queremos rolar a tela cada vez mais. Parece que depois é ainda mais difícil conseguir dormir, não é mesmo

Algumas atitudes simples como vigiar postura e distância, administrar a carga horário dessa exposição e realizar pausas constantes, podem sempre ajudar.
SABENDO AINDA MAIS SOBRE A LUZ AZUL

 

Existem dois tipos de luz azul: a luz azul turquesa e a luz azul violeta.

A luz azul violeta é prejudicial para nossos olhos e, conseqüentemente, é a que mais somos expostos diariamente. Essa luz está nos aparelhos eletrônicos que usamos todos os dias: celulares, computador, tablets, dentre outros. Ou seja, não dá para escapar porque ela está em toda parte.

A luz azul violeta também bloqueia a nossa produção do hormônio de melatonina que é responsável por induzir nosso sono. E ao usar aparelhos como Smartphone antes de dormir, passamos a mensagem para nosso corpo de que é dia e estamos acordados. Dessa forma, causando insônia e impedindo que tenhamos uma boa noite de sono.

Pesquisadores de Harvard conduziram um experimento comparando os efeitos de exposição à luz azul e à luz verde (comum), de brilho comparável, durante 6,5 horas. O que eles concluíram foi que a luz azul suprimiu a melatonina por cerca de duas vezes mais que a luz verde e alterou o ritmo circadiano em duas vezes mais.

Simplificando: seu ritmo de sono é de horas e reduziu para 1,5 horas de sono. Ou seja, de dia produzimos a melatonina naturalmente devido à luz do sol (luz azul turquesa). Já à noite essa produção para, justamente porque não estamos em contato com a luz azul boa.

Mas, quando usamos o celular, há o estímulo de produção pelo contato da luz azul ruim (luz azul violeta), por isso que perdemos o sono.

☛ Cuide se e visite seu oftalmologista com regularidade!⠀
Fique em casa, mas se precisar, nossas unidades do CENTRO E ICARAÍ estão em funcionamento

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7 de maio de 2020 News0

O GLAUCOMA, NÃO TEM CURA. MAS TEM TRATAMENTO E PREVENÇÃO.

Cerca de 900 mil pessoas no Brasil são portadoras de glaucoma, segunda causa de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo as projeções, o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040. Trata-se de uma doença grave, cuja perda – irreversível – do campo visual somente é percebida em estado avançado, quando pode já ter comprometido entre 40% e 50% da visão.

Por ser um vilão silencioso, o diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para conter o desenvolvimento dessa patologia.

Exames de aferição da pressão intraocular, avaliação do nervo óptico e aferição da pressão arterial são essenciais como atitudes preventivas

“Sem uma rotina de consulta oftalmológica, a doença se instala e progride lentamente, podendo demorar meses ou anos para que o paciente perceba”, explica o Dr. Luiz Carlos Pegado, fundador da Clinop e do IBAP.

Abaixo, nossa equipe de médicos e residentes respondem as dúvidas mais comuns em relação ao glaucoma, explicando suas causas, manifestações, tratamentos e novidades no combate à doença. Confira:

O que é glaucoma? De que forma ele se manifesta?

É uma doença degenerativa do nervo óptico, que pode causar perda progressiva da visão. Trata-se de uma doença silenciosa, ou seja, assintomática, que só é diagnosticado em uma consulta oftalmológica de rotina.

Qual a gravidade dessa doença?

A doença, quando diagnosticada em estágios iniciais, pode ser controlada. O diagnóstico precoce previne sequelas irreversíveis, já que é possível, na consulta de rotina, saber que o paciente tem glaucoma antes dele desenvolver a perda da visão. Casos em estágios mais  avançados apresentam perdas de campo visual definitivas e até a cegueira completa, por atrofia do nervo óptico.

Quais causas e fatores influenciam a doença?

Entre os principais fatores de risco para a doença estão: indivíduos com mais de 40 anos, histórico familiar de glaucoma, algumas condições oftalmológicas (como altos míopes, pessoas que sofreram trauma ocular, processos inflamatórios e descolamento de retina), uso de medicações (corticoides e antidepressivos) e condições sistêmicas (diabéticos).

Existem tipos diferentes de glaucoma?

Sim. O tipo mais comum é o glaucoma de ângulo aberto, que ocorre quando a capacidade de produção de humor aquoso (líquido presente no interior do olho) que é superior à capacidade de drenagem. Esse fenômeno aumenta o volume de líquido presente no olho e, consequentemente, eleva a pressão intraocular. Esse tipo é o glaucoma silencioso, em que o paciente demora a perceber a perda visual.

Um segundo tipo é conhecido como glaucoma de ângulo fechado, que pode ser crônico ou agudo. Ocorre quando o paciente apresenta um estreitamento ou um fechamento do espaço de drenagem de humor aquoso. Nos casos agudos, o aumento da pressão ocular ocorre rapidamente e vem  acompanhado de sintomas como dor intensa nos olhos, embaçamento visual, visualização de círculos coloridos em volta das luzes, vermelhidão ocular, dor de cabeça e náuseas.

E o glaucoma congênito? De alguma forma, os sintomas, causas e tratamentos se diferem do glaucoma em adultos?

Glaucoma congênito é uma condição rara, grave e que afeta recém-nascidos. Por ser uma condição genética, em alguns casos, a criança é portadora e a doença se manifesta mais tarde, em adolescentes e adultos jovens. Nos recém-nascidos, o Teste do Olhinho é muito importante para o seu diagnóstico precoce. Nesses casos, o tratamento é sempre cirúrgico e deve ser indicado o mais rápido possível. Já em crianças, adolescentes e adultos jovens, o diagnóstico é feito em consultas de rotina e também podem apresentar quadros silenciosos como nos adultos.

Os sintomas são percebidos pelo paciente?

Não. A doença é silenciosa. Inicia-se com a perda de campo visual da periferia para o centro, sem comprometer a visão central. Nos estágios mais avançados, há a percepção da perda de campo periférica e existe a dificuldade de se localizar e locomover espacialmente. Com a progressão da patologia, ocorre a baixa visual gradativa até a completa perda da visão, se a doença não for tratada.

De que forma a pressão ocular se relaciona com essa doença? Algumas pessoas confundem: afinal, há alguma relação com a hipertensão arterial e a pressão ocular?

Na grande maioria das vezes, a pressão intraocular encontra-se alta, e controlá-la contribui com o controle da doença – essa medida indica a tensão no interior do olho e  considera-se a medida normal máxima para a população normal de até até 21 mmHg.  Não foi constatado uma relação direta não entre a hipertensão arterial e a pressão intraocular.

Quais os exames realizados para o diagnóstico da doença?

Alguns exames são importantes para detectar o glaucoma: tonometria (mede a pressão intraocular), fundoscopia (avalia o disco óptico), gonioscopia (avalia o ângulo  de drenagem do humor aquoso. Esses exames são determinantes para o diagnóstico de glaucoma no consultório médico. A partir daí, se os achados clínicos aumentarem a suspeita, parte-se para exames mais complexos.

Quais são os tratamentos possíveis? Qual a eficácia? Glaucoma tem cura?

Existem tratamentos clínicos (colírios) e cirúrgicos (laser, cirurgia fistulizante, cirurgias angulares, implantes de drenagem e procedimentos ciclo destrutivos). Em ambos os casos, o objetivo é controlar a pressão intraocular, e não curar a doença. O glaucoma não tem cura, tem controle.

Atualmente, existe alguma novidade em termos de tecnologia ou tratamento específico para essa doença?

Sim. A tecnologia tem evoluído na área do glaucoma. Existe o laser seletivo indicado para primeiro tratamento, ou para pacientes com glaucoma leve a moderado. E o i-stent, um implante de drenagem angular indicado para glaucomas leves a moderados, em pacientes já operados de catarata ou que têm indicação de cirurgia combinada (catarata e glaucoma).

Existe algo, algum cuidado, que possa ser feito preventivamente, antes da doença se manifestar?

Consulte seu oftalmológica regularmente e não use medicação sem orientação médica

INFORMAÇÃO, PREVENÇÃO E ATITUDE.


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8 de março de 2020 Sem categoria0

Principal causa de perda irreversível da visão, o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há escassez de informações confiáveis e atualizadas sobre a prevalência da doença, que neste ano é o tema central da campanha Abril Marrom, cujo objetivo é prevenir e combater os diversos tipos de cegueira.

“O que sabemos é que nos últimos anos tem havido mais casos por causa do envelhecimento da população e por se fazer mais diagnóstico hoje do que no passado”, diz Nara Gravina Ogata, especialista em glaucoma infantil e adulto pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O que é o glaucoma?

É uma enfermidade crônica e degenerativa do nervo óptico (estrutura que envia as imagens do olho para o cérebro), normalmente associada ao aumento da pressão intraocular – essa medida indica a tensão no interior do olho e tem valor médio de 16 mmHg, mas até 21 mmHg ainda é considerada dentro do limite da normalidade.

Ele provoca um estreitamento do campo visual, fazendo com que a pessoa perca progressivamente a visão periférica. Nara explica que, na maioria dos casos, é assintomático.

“É uma doença bem silenciosa. Se instala e vai progredindo lentamente, durante meses ou anos, sem a pessoa perceber. O problema é que, quando recebe o diagnóstico, o nervo óptico costuma estar bem danificado e a visão periférica já muito comprometida”, afirma.

Quem é acometido pela doença?

A patologia tem origens variadas, sendo a genética uma das mais relevantes. Para se ter uma ideia, filhos de portadores de glaucoma têm de 6 a 10 vezes mais chance de desenvolvê-lo.

Idade avançada também eleva os riscos. No geral, a incidência aumenta a partir dos 40 anos, chegando a 7,5% aos 80, assim como o uso de colírios com corticoide de forma indiscriminada e sem acompanhamento médico, já que eles podem causar aumento da pressão intraocular.

A atenção ainda deve ser redobrada em diabéticos, cardiopatas, vítimas de trauma ou lesão (por exemplo, uma bolada ou cotovelada no olho) e pessoas de etnia africana ou asiática.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da doença é três vezes maior e a chance de cegueira seis vezes maior em latinos e afrodescendentes em relação aos caucasianos.

Quais os tipos de glaucoma?

São vários os tipos de glaucoma. O mais comum é o primário de ângulo aberto, que representa cerca de 80% dos diagnósticos. Ele é assintomático e atinge pessoas a partir de 40 anos.

Neste caso, a pressão intraocular sobe lentamente devido ao mau funcionando do ângulo de drenagem do olho, responsável pela saída do líquido ocular (humor aquoso). Via de regra, a perda de visão começa nos extremos do campo visual e, se não for tratada corretamente, acaba por comprometer toda a visão.

O primário de ângulo fechado, com maior incidência em asiáticos e portadores de hipermetropia, ocorre quando o ângulo de saída do humor aquoso é bloqueado, geralmente pela íris, e o fluído não consegue ser drenado.

No geral, provoca aumento súbito da pressão intraocular, e o paciente pode ter dor forte nos olhos e na cabeça e ficar com a visão turva.

O glaucoma congênito se dá quando a criança nasce com uma má formação no sistema de drenagem do fluído do olho. Seus sintomas incluem olhos sem brilho e de coloração azulada, lacrimejamento, fotofobia e aumento do tamanho do globo ocular. Pode se manifestar logo após o nascimento ou na infância.

“Este é um tipo pouco frequente, mas é fundamental o diagnóstico precoce para tratamento imediato”, pontua Wilma Lelis Barboza, oftalmologista membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG).

E ela acrescenta: “O teste do olhinho (reflexo vermelho), obrigatório em algumas cidades, é a oportunidade perfeita para o pediatra avaliar possíveis doenças oculares em recém-nascidos”.

Outro tipo de glaucoma é o de pressão normal. Diferentemente dos demais, neste ocorre dano ao nervo óptico mesmo sem a elevação da pressão intraocular. Suas causas são desconhecidas, mas sabe-se que tem uma associação com problemas vasculares.

Há ainda o secundário, desencadeado por fatores externos, como inflamação, trauma e uso de colírios de corticoide por tempo prolongado sem indicação e acompanhamento médico; o pigmentar, causado pela oclusão do ângulo de drenagem do olho por pigmento que se solta da íris, e o pseudoesfoliativo, provocado pela obstrução do sistema de drenagem do humor aquoso por depósitos fibrilares anormais.

Como é feito o diagnóstico?

Como a maioria dos casos é do tipo assintomático, o diagnóstico da doença se dá na consulta oftalmológica de rotina. Nesta ocasião, informa a médica Nara Gravina Ogata, é imprescindível que seja feita a medição da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, para analisar o estado e o funcionamento do nervo óptico.

“Dependendo do caso, também podem ser necessários mais alguns testes, como campimetria computadorizada (avalia os defeitos do campo visual), paquimetria ultrassônica (mede a espessura da córnea), tomografia de coerência óptica (verifica as estruturas da retina e do nervo óptico) e retinografia (checa possíveis alterações no fundo do olho)”, complementa.

Vale salientar que pessoas a partir de 40 anos e quem tem histórico familiar de glaucoma precisa procurar o oftalmologista com mais frequência. Na avaliação, serão ponderados os fatores de risco e determinada a periodicidade das visitas.

Quais as opções de tratamento?

Uma vez diagnosticado o glaucoma, o tratamento se dá com base no seu tipo e estágio. Wilma Lelis Barboza, da SBG, enfatiza que ele não tem cura, mas, sim, controle.

“É uma doença crônica e progressiva, e o objetivo do tratamento, qualquer que seja ele, é estabilizá-la, mas ele não fará com que o paciente recupere a visão perdida. De toda forma, mesmo os casos avançados, quando há perda importante da visão, precisam ser tratados de forma regular, a fim de evitar a cegueira”, assegura.

As terapias são feitas com procedimentos clínicos, cirúrgicos ou a combinação dos dois. No início da doença, normalmente recomenda-se a aplicação diária de colírios específicos.

Entre os mais usuais estão: análogos da prostaglandina (travoprosta, bimatoprosta e latanoprosta), beta bloqueadores (maleato de timolol), inibidores da anidrase carbônica (cloridrato de dorzolamida) e agonistas de receptores adrenérgicos (tartarato de brimonidina). Eles podem ser usados separadamente ou combinados.

Em algumas situações também se faz necessário o uso de laser. As primeiras etapas do glaucoma de ângulo fechado, por exemplo, são realizadas dessa forma. A cirurgia, por sua vez, é indicada em cerca de 10% dos casos e no glaucoma congênito.

Segundo a presidente da SBG, a adesão ao tratamento, que é contínuo e sem duração pré-determinada, é importantíssima para o seu sucesso. “Por não perceberem a evolução da doença, muitos pacientes tendem a negligenciar a administração dos remédios”, completa.

Estudos recentes sobre glaucoma

Recentemente, especialistas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia promoveram dois estudos sobre os impactos do glaucoma na condução de veículos, a fim de verificar se o comprometimento visual provocado pela enfermidade aumenta o risco de acidentes.

No primeiro, foi avaliado o impacto do crowding (aglomeração) – fenômeno no qual os objetos se misturam quando apresentados muito próximos, dificultando a visualização – nos glaucomatosos.

“O crowding estabelece um limite fundamental para as capacidades da visão periférica e é essencial para explicar o desempenho em uma ampla gama de tarefas diárias”, explica Nara, uma das autoras do trabalho.

“E, devido aos efeitos do glaucoma justamente na visão periférica, hipotetizamos que a perda neural na doença levaria a implicações mais fortes do apinhamento visual, o que foi confirmado”, acrescenta.

Ao final da experiência, publicada na edição de fevereiro do jornal Investigative Ophthalmology & Visual Science (IOVS), da The Association for Research in Vision and Ophthalmology (Arvo), constatou-se que os que têm a enfermidade, mesmo em estágios iniciais, apresentam dificuldade maior em discriminar os itens.

O outro estudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia avaliou a habilidade de dividir a atenção ao dirigir e falar ao celular, cena muito comum no dia a dia, apesar de proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O intuito foi verificar a performance de portadores de glaucoma nesta situação.

A conclusão foi de que o tempo de reação a estímulos visuais periféricos é significativamente pior entre os pacientes com glaucoma. Durante o uso do celular, foi de 1,86 segundos, contra 1,14 segundos dos motoristas com olhos saudáveis.

De acordo com Nara, quem tem a doença não está proibido de guiar um automóvel, porém, precisa ser alertado de que os riscos de acidentes são maiores e, junto com o médico, decidir se é melhorar parar ou continuar com essa atividade.

Este trabalho do Conselho Brasileiro de Oftalmologia foi apresentado no último congresso da Sociedade Americana de Glaucoma, em Nova York, nos Estados Unidos, e publicado este mês na revista científica Jama, da American Medical Association (AMA).




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